Corrente e gratidão.

Um ponto fixo no céu, impossível de alcançar.
Gotas de chuva em todo o banco pingando ritmadas no chão.
O sino da igreja marca duas horas.
Céu nublado e solidão.

Caminho pelas poças de água e a terra está toda encharcada.
Sinto a calça colar e a capa pesar.
O vento frio e calmo toca meu rosto.
Se mistura com o calor quente das minhas lágrimas.

Um cachorro caminha ao meu lado.
Nem ele suportou minha solidão.
Os pássaros me observam passar
E sinto cheiro de café no ar.

Um café que não vou desfrutar porque sai de casa
E não vou voltar.

A copa das árvores dançam e seu compasso é lamento.
Em baixo delas um senhor machucado
Sento ao seu lado e pergunto como é ser filho da rua?

Sou filho do passado que está sempre ao meu lado.
Eu não sou filho da rua, sou filho de alguém.
Por motivos errados hoje me sinto ninguém.
Se esta aqui procurando respostas está aqui meu diploma.


Deixe que te julguem
Deixe que falem
Não estrague sua vida por ser fraco.
Enfrente por ser forte.
Você é a peça chave da sua sorte.
Os pássaros sobrevivem as chuvas.
Os cachorros a fome.
Eu sobrevivo a minha escolha que me consome

Sai daqui moleque e vê se cresce.
Cresce, enfrente, estude e aparece.
E vem tirar alguém dessa vida
Fica paga sua dívida.

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Quando fui insuficiente e suficiente fui

Amor fechado

Amor a primeira vista