Ele não ficou

Ela amarrada com suas correntes, roupas pretas e olhos escurecidos.
Mostrando um luto interno que não se acabava.
Nada estava certo dentro de casa, que mais parecia uma prisão de insultos.
O mundo achando que era apenas uma mimada querendo se aparecer.
E nem poderia pensar o que se passava dentro de sua cabeça.
O rock fazia uma leitura perfeita de seus sentimentos, era como vomitar
com todas as notas musicais.
Até que ...

Até que ele aparece em suas rede sociais.
Aquele mauricinho e sua banda.
Ah ele não tocava as melhores músicas, mas fazia ela rir.
Começaram tocar madrugadas, bebendo cerveja e fumando cigarro.

Os olhos não estavam mais tão pretos.
Nas unhas surgiram princesinhas.
O luto se misturou com várias cores
E dentro da sua cabeça a certeza de que
Ele estaria ali pra sempre.

Ele falava que estaria ali pra sempre
Mesmo imaturo e limitado.
Ele prometeu e quem dissesse ao contrário
Era capaz de espancar o filho da mãe.

Eles sorriram.
Eles se amaram.
Eles mudaram de cor.
E se perderam.

O destino pregou uma peça.
E sem desculpas, sem explicações.
Ele disse adeus.

Mas dessa vez o luto não voltou, ou
os olhos escurecidos.
Isso tudo deu lugar à uma coragem.
Percebeu a capacidade de se amar e seguiu.

Ele não ficou, mas ela agora estava ali.
Para ela.
Por ela.

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Ela vai bordejando-se pelas calçadas
Noite adentro sorridente,
Tentando fazer suas laçadas
Ao primeiro sufocado inocente!

Esta mulher muito maquiada mal vestida,
Sofrida pelos holocaustos da vida
Mais parece uma pervertida,
Numa situação sem saída!

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