Menina do mar



Eu sou a menina do mar, porque perto do mar prefiro ter alma livre de uma menina.
O mar é minha segunda casa, mas no meu íntimo queria que fosse a primeira.
O sossego do caiçara, o respeito pela natureza e a paz interior.
Estar perto do mar é soltar-me de tudo.
Soltar meus cabelos armados, tirar minha roupa pouco representativa e desfrutar da imensidão azul.

Sou menina do mar.

Os ventos acariciam minha pele e o sol doura meu corpo.
Eu me sinto linda, me sinto imensamente pequena, mas em um bom sentido.
Pequena na simplicidade de ser.
Meu sinto eu, um pingo importante nas águas cristalinas.
Me sinto verdade.

Meus pés ficaram descalços.
Sem nenhuma amarra.
A areia massageando meus dedos.

A música em todo luau noturno.
Um violão capaz de traduzir todas as músicas da minha vida.
Com notas suaves e uma voz grave.
Um forró ou um reggae para balançar minhas longas saias úmidas.
Um cordão de concha ou de semente equilibrando a energia do meu corpo.
Me aproximando ainda mais da natureza.

O mar é minha vida.
É minha casa.
O mar é meu, como um bom caranguejo.
O mar é amor.
O mar.
Que salga minha vida.
Que eu posso adoçar no rio ou na cachoeira.
Deixar meus olhos negros com um tom de azul e vermelho.

Eu sou livre.
Livre para sentir o perfume das ondas.
A força da lua que rege sobre mim.

Minha casa.
Minha paz.

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