Sensível

Levante os olhos não tenha medo de ver
Não tenha medo de sofrer
Sensibilize-se 

As coisas acontecem ao seu redor 
E você não vê
Porque não quer se sentir pior.

Que sentido consegue alcançar
Se o que faz sentido prefere calar
E do mundo se apagar?

Eu sei que você também sofre
E tem medo de sofrer, quiçá morrer
Mas olhe para aquele que não consegue viver. 

Você precisa sofrer 
Para entender 
que o outro também sente.
Sente como você.

Como se calar?
Prefere as mãos lavar ?
Pelo filho, pelo homem, pela mulher.
Pela mãe, pelo pai e pelo avô.
Pelo pobre, pelo doente e pelo órfão.
Pela meretriz, pelo gay, pelo sem raiz
Pelo bicho, pelo lixo, pela natureza
Pela cor, pela dor, pela desunião
Pelo pão, pelo não, pela sede
Pela fome, pelo tiro, pelo frio
Pela ignorância, pelo assassinato, pela criança
Pelo errado, pela arrogância, pela desigualdade.
Pelo ateu, pelo judeu, pelo cristão
Pelo ser humano, pela carne, pela vida.
pelo pelo pelo
Meu apelo. 

O que você faz diante de olhos vermelhos?
O que você faz quando vê fome?
Dá conselhos?

O mundo não precisa de tantos intelectuais
Com seus rituais
De disputarem o melhor bom senso.

O mundo precisa de atores
Que se atiram
Que fazem acontecer

Transformam drama em humor
Transformam dor em amor.

Seja um ator do amor
Sensibilize-se

Olhe e veja.

O certo seria se todos não parassem
Até que o sorriso da última pessoa 
Despertasse de dias difíceis
De noites frias.
De pessoas insensíveis. 

Minimize com seu amor
Com todo amor que tem no peito.
Para tudo tem um jeito.
Bastar olhar.
Basta amar.

O mundo é de todos.


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